26 de junho de 2017 / 09:29 h

CONSCIENTIZAÇÃO

Trinta toneladas de lixo são retiradas do rio Cuiabá; Botelho recebe demanda de pescadores

“A natureza é a nossa vida. Temos que preservá-la”, disse o cacique Xavante de Barra do Garças, Florentino Wameri

Por ITIMARA FIGUEIREDO – Assessoria de Imprensa da Presidência

Trinta toneladas de lixo foram retiradas do rio Cuiabá durante a mobilização feita pelos Amigos do Rio Cuiabá, neste sábado (24.06). De autoria do deputado Wancley Carvalho (PV), a 2ª edição contabilizou maior número de participantes. Engajada, a equipe da Assembleia Legislativa percorreu vários pontos às margens do rio para efetuar a limpeza. Moradores da Reserva do Porto de Santana aproveitaram para solicitar apoio e viabilizar melhorias à região.

Dentre outras questões, solicitaram ao secretário de Finanças da ALMT, Ricardo Adriane Oliveira, que representou o presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (PSB), apoio para a construção da ponte sobre o rio Cuiabá, para interligar o bairro Atalaia (Coxipó), à comunidade Carrapicho, em Várzea Grande. Também a conclusão do asfalto na Alameda Julio Muller; implantação da coleta de lixo, ainda que seja semanal ou quinzenal.

Além disso, os moradores, liderados pelo ex-presidente da Colônia de Pescadores Lindemberg Gomes Lima, alertaram sobre a necessidade de fiscalização de dragas e dos tablados de pesca na região, que segundo eles, são ações que impedem a subida dos peixes até a comunidade. Explicaram a necessidade da construção de barragens de contenção de lixo nos principais córregos de Cuiabá e Várzea Grande, como uma forma de conter a chegada de lixo no rio.

“A ação Amigos do Rio Cuiabá, com certeza, vai valer à nossa eternidade. É importante estarmos envolvidos nas questões ambientais. Vejo como muito importante à mobilização feita pelo deputado Wancley, que começou em Pontes e Lacerda, e segue dando exemplos. Por isso, o presidente Eduardo Botelho envolveu a Assembleia Legislativa dentro desse processo. É um marco na história de Mato Grosso e passará de geração a geração. Além disso, vamos envidar esforços para viabilizar as demandas que os pescadores nos passaram”, disse Ricardo Adriane, ao destacar as ações programa Ambientação instituído pela ALMT.

Ao ressaltar que em 2016 foram retiradas 30 toneladas de lixo, o coordenador geral do evento, Luiz Antônio de Oliveira, explicou que a ideia é conscientizar a população sobre educação ambiental. “Não é uma ação política. É feita de voluntários que tem objetivo de zerar o lixo no rio”, afirmou, ao anunciar para o segundo semestre o lançamento da ação Amigos do Rio Coxipó e, posteriormente, da Baia de Chacororé, no Pantanal Mato-grossense, em Barão de Melgaço.

“A mensagem que fica é de que a cada edição haja redução significativa de lixo no rio”, esclareceu o diretor da ONG Teoria Verde, Jean Peliciari. “A natureza é a nossa vida. Temos que preservá-la”, disse o cacique Xavante de Barra do Garças, Florentino Wameri. Já a ONG Anjos da Amazônia destacou a elaboração do projeto para a colocação de ecobarreiras para impedir o esgoto também seja jogado diretamente no rio sem tratamento.

Nenê Chimarrão (PTC), vereador de Várzea Grande, também demonstrou a sua preocupação com o meio ambiente. “É importante preservarmos o rio, que já apresenta baixo nível nos últimos tempos. Infelizmente, o volume de esgoto tratado ainda é muito pequeno também”.

Moradores da Reserva do Porto de Santana, os irmãos Amanda Marques, Maria Eduarda Garcez da Silva e Gleison Garcez de Souza, de 10, 8 e 6 anos, respectivamente, também ajudaram a limpar o rio, estimulados pelos pais Rosana Garcez e Sérgio Ribeiro. Pescador profissional, Ribeiro acordou cedo para retirar os 20 sacos de lixo nas proximidades da sua residência. “Tem que fazer a barragem de contenção porque no período da cheia vem muito lixo pra cá. O problema maior ainda é a falta de consciência da população. Dá até dó ver o rio desse jeito. Estamos prontos para ajudar, mas falta também ação do governo, inclusive, na questão do uso de agrotóxico nas lavouras e que afetam o rio”, questionou o pescador.

 

Fotos: MAURÍCIO BARBANT