ALÍVIO NO CAMPO

Durante evento com ministro, Botelho destaca importância do fortalecimento da agricultura familiar

Deputado participou da assinatura do Termo de Adesão ao Programa de Aquisição de Alimentos (PPA). MT vai receber R$ 10,6 milhões

Construir uma agricultura familiar forte, dando condições de o pequeno produtor gerar emprego e renda. Essa foi a defesa feita do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), durante entrevista à imprensa, no Palácio Paiaguás, na manhã desta segunda-feira (28). Botelho participou da autorização de recursos federais, por intermédio do Ministério da Cidadania, para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em Mato Grosso.

O Termo de Adesão ao PPA destina R$ 10,6 milhões para Mato Grosso, que serão investidos na agricultura familiar conforme assinatura celebrada entre os governos do estado e o Federal, com as presenças do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni e o governador Mauro Mendes.

Defensor ferrenho de melhorias aos pequenos produtores, Botelho considera o investimento como um grande passo, pois vai ajudar a fomentar a agricultura familiar, dando condições de trabalho e renda.
“Trabalhamos muito pela agricultura familiar, sou um defensor por convicção porque minha origem vem da agricultura familiar. Esse programa concedendo recursos para que possa comprar da agricultura familiar é um passo muito importante, pois uma das grandes dificuldades para o agricultor é colocar o seu produto à venda. E esse programa faz exatamente o que o pequeno agricultor não consegue que é vender o seu produto. Então, o estado está auxiliando. Agora, precisa de outros investimentos como regularização fundiária, programas que criem condições para que possa colocar os produtos nas prateleiras dos mercados. Uma série de ações e espero que sejam feitas pelo governo Mauro Mendes e governo Bolsonaro. Acredito que vamos ter novos tempos para a agricultura familiar”, avaliou Botelho.

O presidente também ressaltou a importância da assistência ao homem do campo e lembrou a época em que trabalhava na roça com o seu pai e enfrentava as dificuldades para vender os produtos. “Hoje as pessoas querem comprar mandioca descascadas e congeladas, o agricultor sozinho não consegue e precisa do governo, precisa das associações para ajudar. Então, não resta dúvida de esse programa vai fomentar esse setor. Daí a importância de todo trabalho do governo, que tem que dar assistência do início ao fim, é o que defendemos e lutamos diariamente”, afirmou.
Para Botelho, o resgate do setor é muito importante, pois considera que a agricultura familiar foi abandonada desde a gestão do então governador Blairo Maggi, quando houve o desmantelamento da Empaer e Secretaria de Agricultura.

Durante a cerimônia, o governador informou que há possiblidade de dobrar o valor do investimento no estado. Mendes também agradeceu Botelho pelo trabalho que a Assembleia Legislativa realiza em benefício do estado, aprovando leis necessárias para alavancar o desenvolvimento.
“Amigo e grande parceiro deputado Botelho obrigado pelo apoio nas ações desse estado”, disse Mendes, ao destacar investimentos em rodovias.
Para ele, o programa vem em boa hora para alavancar o setor.

“Colocaremos recursos do governo do estado porque compreendemos a amplitude e, acima de tudo, resultado que esse programa vai dar, de um lado adquire produto da agricultura familiar, de outro lado permite que a nossa rede de assistência e proteção alimentar possa funcionar melhor. Podemos destinar alimentos às instituições que prestam assistências aos mais vulneráveis de todo Mato Grosso. Assim como também ampliar aquisição atendendo a nossa merenda escolar e tantas outras responsabilidades que o governo tem”, afirmou Mendes, ao agradecer a atenção do Governo Federal e reconhecer que Mato Grosso encerrará o ano com PIB positivo”.

O ministro Lorenzoni afirmou que o programa de aquisição de alimentos fará a ponte entre quem produz, que, segundo ele, muitas vezes tem uma agricultura de subsistência e são alimentos de qualidade levados a milhares de famílias atendidas ou não pelas instituições sociais.

Ele listou as ações do Governo Federal para ajudar os menos favorecidos, que começou com o auxílio emergencial, passando pelo benefício emergencial que protege os empregos com carteira assinada e chegou na agricultura familiar por meio de Medida Provisória, liberando mais de R$ 500 milhões, para aplicar na manutenção da atividade do pequeno produtor, principalmente aquele que vive na periferia das grandes cidades, nas área de transição urbana e rural, onde os pequenos produtores são desassistidos.

“Esses recursos que já estão aqui em torno de R$ 10,6 milhões serão aplicados pelo estado em aquisição direta de pessoa física. A Conab faz a aquisição através de pessoa jurídica ou cooperativas de pequenos agricultores e associações”, esclareceu o ministro, ao destacar a presença do presidente Botelho no evento.

Lorenzoni explicou que 1,1 milhão de famílias em Mato Grosso receberam o auxílio emergencial. E que no Brasil somam 67 milhões de famílias beneficiadas. Agora, o PAA permitirá a conexão com produtores de alimentos e quem mais precisa, podendo atingir mais de mil agricultores em Mato Grosso, com a expectativa de ajudar de 120 a 150 mil pessoas com a distribuição de alimentos. “Venho aqui formalizar esse importante programa”, comemorou Lorenzoni, ao reafirmar a importância também de ações para viabilizar a regularização fundiária.

PAA – Dividido em duas etapas, o PAA nesse primeiro momento irá beneficiar cerca de 520 produtores, de 35 cidades mato-grossenses, através da compra de 800 toneladas de alimentos. A lista de itens a serem adquiridos com recursos do programa é formada por 89 produtos, que além de frutas, verduras e legumes, é composta também por carnes de frango e suína, castanha-do-pará, mel, polpa de frutas, dentre outros. Cada agricultor familiar poderá comercializar por ano até R$ 6,5 mil em produtos, e os alimentos servirão para abastecer hospitais públicos, creches, escolas e entidades filantrópicas, como asilos e centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

O programa também fortalece o setor produtivo local, garantindo o escoamento da produção através da compra a preço justo de fornecedores prioritariamente agrupados em organizações fornecedoras e/ou inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais – CadÚnico. (com GCom)