RECONHECIMENTO
Moção de Botelho destaca ação rápida de PM em ocorrência de feminicídio
Homenagem reconhece ação rápida do CB PMMT Elder Rodrigo da Silva ao localizar suspeito de assassinar a professora Luciene Naves Correia

No início de março, período dedicado à valorização das mulheres e marcado pelo Dia Internacional da Mulher, o deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) reforça a importância do enfrentamento permanente à violência de gênero em Mato Grosso. Como primeiro ato simbólico do mês, o parlamentar apresentou Moção de Aplausos em reconhecimento público ao cabo da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), Elder Rodrigo da Silva, pela eficiente atuação no atendimento à ocorrência registrada em 16 de fevereiro de 2026, no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, após o feminicídio da professora Luciene Naves Correia, de 51 anos.
Para Botelho, março é um momento de reflexão e mobilização social, mas o compromisso com a proteção das mulheres deve ser contínuo. “Mais do que uma data, o combate ao feminicídio precisa ser uma pauta permanente do Estado e da sociedade. A mulher deve ser respeitada, protegida e valorizada todos os dias do ano. Iniciamos este mês reconhecendo a atuação de um profissional que agiu com rapidez para evitar que a violência se ampliasse ainda mais”, afirmou.
Na ocorrência, o policial militar localizou o suspeito do crime, Paulo Neves Bispo, de 61 anos, ex-marido da vítima, momentos após o assassinato, evitando a possibilidade de novos ataques e garantindo resposta imediata das forças de segurança diante da gravidade do caso.
“Esta moção expressa o reconhecimento da Assembleia Legislativa ao profissionalismo, à prontidão e ao compromisso do cabo Elder Rodrigo da Silva, cuja atuação foi decisiva para conter uma situação de extrema violência e risco social. Trata-se de um exemplo de dedicação à proteção da vida e à segurança da população”, destacou o deputado.
Como forma de reconhecimento e de fortalecimento do combate à violência contra a mulher, a homenagem também reforça a importância da atuação policial na proteção de vítimas em situação de violência doméstica e na resposta rápida a crimes dessa natureza.
“O Estado precisa agir com firmeza na prevenção e no enfrentamento ao feminicídio. Ao mesmo tempo, é fundamental reconhecer publicamente os profissionais que, com coragem e responsabilidade, atuam na linha de frente para proteger vidas e impedir que tragédias se ampliem”, afirmou o parlamentar.
A defesa das mulheres vítimas de violência é uma das frentes prioritárias do mandato do deputado Eduardo Botelho. Entre as iniciativas, o parlamentar apoia a capacitação profissional, bem como programas, serviços e políticas públicas voltados à empregabilidade e à qualificação de mulheres em situação de vulnerabilidade social, área na qual já possui leis aprovadas e em vigor.
“A dependência financeira das mulheres em relação aos agressores é um fator que, por vezes, impede a ruptura e a saída do contexto de violência. A quebra desse ciclo passa pelo fortalecimento dessas mulheres, inclusive com a ampliação de oportunidades de inclusão socioprodutiva, seja por meio do acesso a vagas de trabalho, seja pela qualificação profissional, capazes de garantir autonomia e independência financeira”, defende Botelho.
Recentemente, apresentou projeto de lei que proíbe visitas íntimas a presos condenados por feminicídio, estupro e pedofilia nas unidades prisionais de Mato Grosso. A proposta restringe apenas esse benefício específico, mantendo as visitas sociais previstas na legislação.
Caso
A professora Luciene Naves Correia foi morta por disparo de arma de fogo dentro de sua residência, por volta das 6h30 da manhã de 16 de fevereiro, no bairro Osmar Cabral, na capital. Segundo as investigações, o autor invadiu o imóvel e efetuou os disparos antes de fugir.
Luciene e Paulo Neves foram casados por 31 anos e haviam se divorciado em agosto de 2025. Após o término, a vítima passou a sofrer ameaças e obteve medida protetiva de urgência, além de utilizar aplicativo com botão do pânico. Conforme relato familiar, o dispositivo chegou a ser acionado duas vezes no fim de 2025, após o agressor rondar a residência e interromper o fornecimento de energia do imóvel, mas ele não foi preso à época por ausência de flagrante.
Após o feminicídio, o suspeito seguiu em direção à casa de uma das filhas do casal, onde, conforme informações, poderia cometer novo crime. Durante o deslocamento, ele foi localizado pelo cabo da PMMT, que realizou a abordagem e garantiu a contenção do agressor até a chegada do reforço policial.
Quando as equipes de emergência chegaram à residência da vítima, o óbito já havia sido constatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).