ATUAÇÃO
Diálogo, resultados e compromisso com a população marcam atuação de Botelho
Parlamentar afirmou que o diálogo é o principal instrumento para construir soluções que atendam à população, destacou os resultados do mandato na regularização fundiária e na agricultura familiar e defendeu educação e punição rigorosa no combate à violência contra a mulher.

O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) afirmou, durante entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (13) ao jornalista Geraldo Araújo, no site VG Notícias, em Várzea Grande, que o reconhecimento ao seu nome nas pesquisas de intenção de voto é resultado do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, especialmente na área de regularização fundiária e no fortalecimento da agricultura familiar.
Ao comentar o desempenho nas pesquisas, Botelho atribuiu a lembrança do eleitorado aos resultados alcançados pelo mandato. Segundo ele, a regularização fundiária se consolidou como uma das principais bandeiras de atuação, garantindo segurança jurídica para milhares de famílias em Cuiabá, Várzea Grande e diversos municípios do interior.
“O reconhecimento é fruto do trabalho. Nós assumimos a regularização fundiária como prioridade e estamos entregando resultados concretos. São bairros que aguardavam há décadas pelas escrituras e que agora estão recebendo a documentação definitiva de seus imóveis”, destacou.
Botelho citou avanços em bairros como CPA, Pedra 90, Alvorada, Renascer, Santa Isabel, Tijucal e em diversas regiões de Várzea Grande, além de ações que vêm sendo executadas em todo o estado. O parlamentar também ressaltou iniciativas voltadas à agricultura familiar, como programas de incentivo ao pequeno produtor e investimentos na perfuração de poços artesianos para ampliar o acesso à água nas comunidades rurais.
Diálogo para aperfeiçoar a Lei do Transporte Zero
Botelho, que é autor da proposta que permite a revisão da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero, afirmou que o diálogo entre o poder público e os pescadores já começou a produzir resultados concretos. Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa, o parlamentar defendeu que a legislação não atingiu os objetivos inicialmente propostos e acabou agravando a situação de centenas de famílias que dependem da pesca para sobreviver.

Segundo Botelho, quando a lei foi criada, o Governo do Estado assegurou que seria implantada uma estrutura para oferecer capacitação profissional e alternativas de renda aos pescadores, compromisso que, segundo ele, não se concretizou.
“Com essa lei, o governo afirmou que iria criar uma estrutura para oferecer treinamento, cursos profissionalizantes e condições para que os pescadores migrassem para outra atividade, que seria mais lucrativa. Disse que eles deixariam essa situação de pobreza e passariam a integrar um setor com melhores oportunidades. Na prática, porém, nada disso aconteceu. O que vimos foi o aumento da pobreza entre os pescadores e a degradação da realidade de muitas famílias que dependem da pesca”, afirmou.
O deputado destacou que a reavaliação da legislação já começou a apresentar resultados. Ele citou como exemplo a reabertura do programa Repesca para garantir o pagamento do auxílio financeiro aos pescadores e o recadastramento das famílias beneficiadas.
“Quero cumprimentar o governador em exercício, Otaviano Pivetta, que aceitou dialogar. O governador Mauro Mendes não aceitava esse diálogo, mas o Otaviano ouviu os pescadores, entendeu que era necessário reabrir o Repesca para garantir aquele auxílio e criar mecanismos que facilitassem a vida dessas famílias. Isso aconteceu porque ele foi até os pescadores, escutou suas demandas de perto, determinou a reabertura do programa e enviou equipes para realizar o recadastramento dessas pessoas. Tudo isso foi resultado do diálogo. Por isso, sempre digo que o diálogo é o melhor caminho para construir soluções”, declarou.
Combate à violência contra a mulher
Durante a entrevista, Botelho também abordou o crescimento dos casos de feminicídio e violência contra a mulher em Mato Grosso. O deputado defendeu o fortalecimento das políticas públicas de prevenção, o endurecimento das penas para os autores desses crimes e a educação como principal ferramenta para transformar essa realidade.

Autor da Lei nº 13.283/2026, que proíbe a visita íntima a condenados, com sentença transitada em julgado, pelos crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, Botelho afirmou que a legislação representa mais um instrumento de responsabilização dos criminosos.
O parlamentar também destacou as mudanças na legislação federal que aumentaram as punições para crimes de feminicídio e afirmou que o rigor no cumprimento das penas é fundamental para combater a impunidade.
“Quem insiste em cometer crimes contra as mulheres precisa saber que haverá consequências severas. Mas, acima de tudo, a transformação passa pela educação. É por meio dela que vamos mudar a cultura da violência e construir uma sociedade com mais respeito às mulheres e às futuras gerações”, afirmou.
Ao encerrar o tema, Botelho reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige ações integradas entre o poder público, a sociedade e as instituições, combinando punição aos criminosos com investimentos permanentes em educação, conscientização e prevenção.